Bailindie: o baile indie da saudade
Apresentação:
“A melhor festa da atualidade com as melhores pessoas da antiguidade”
Rick Levy, um dos hosts mais carismáticos e longevos da noite alternativa de São Paulo.
Foto grande
O bailindie (baile indie) é uma festa revival dedicada ao indie rock dos anos 90 e 2000. Foi criado em 2017 pelos djs Dina Cardoso e Plinio Cesar Batista, com o objetivo de reconectar quem viveu a noite alternativa daquela época. Um público apaixonado pela música independente produzida antes da internet, carinhosamente chamados de “indie-véio”.
Ouça a entrevista para o programa de indie da rádio Eldorado
A essência do baile indie
Que tipo de festa faz você sair de casa?
“Ingenuidade? Eu havia me separado depois de longos anos e tudo que eu precisava era uma festa como nos velhos tempos. Aquele tempo onde todos se encontravam no mesmo lugar. Onde a música importava tanto que as demonstrações de amor e amizade vinham gravadas numa fita cassete com lados A e B. Um tempo muito antes da internet, do Shazam e do Spotify. Quando estar junto (na balada ou numa loja de discos) era a forma mais acessível de conhecer e curtir música.
Dina Cardoso
idealizadora, DJ e produtora da festa
Duas fotos pequenas
Tudo começou com um chamado nas redes sociais, perguntando “que tipo de festa faz você sair de casa?” e criando antecipação para que o público alvo se conectasse com a ideia.
A primeira edição aconteceu em março de 2017 e reuniu cerca de 500 pessoas na Galeria Metrópole, no centro de São Paulo.
Desde então, a festa já circulou por 15 espaços diferentes, em mais de 30 edições. E, após 20 meses de pausa forçada pela pandemia, retomou as atividades na Cervejaria Tarantino. O novo espaço, ao ar livre, foi fundamental para que a festa ganhasse impulso no “pós-pandemia”. E o novo horário, do meio da tarde/ começo da noite, passou a atrair mais público ainda, pois incluiu toda a família. Jovens, adultos, crianças e pets, sem perder a identidade.
Duas fotos pequenas
Produção e Comunicação
Sempre preocupada em manter o espírito e marca da festa, enquanto produtora Dina busca conectar uma edição à outra, resgatando memórias afetivas e criando uma narrativa e experiências únicas, como a tatuagem com o logo da festa (assista o vídeo aqui), as maracas (assista o vídeo aqui), as fotos de divulgação com o público se abraçando e tocando “air guitar” e até mesmo produtos, como a camiseta e o fanzine.
Usando recursos como rir de si mesmo, da própria idade e de uma situação inédita para essa geração, para a qual o envelher não chega mais aos quarenta. Sensação de inadequação. Brincando com o fato de estarem velhos, vinculando com baile da saudade.
O senso de comunidade é compartilhado a todo momento e o público é convidado a fazer parte sempre que possível, em ações como o bloquindie, o concurso para DJ convidado e o campeonato de air guitar.
Ciente que o sustenta a festa no tempo são as conexões que ela cria, a comunicação também procura revelar valores como as amizades, as memórias, os amores, etc
Vídeo aula estrela guia
Inovação
Para inovar, é mudar, claro, mas também observar quando tudo muda o que não muda?
Assim, o bailindie conseguiu resgatar apenas a parte que não muda. A memória afetiva, o jeito de dançar determinada musica, etc foram conservados, mas a inovação estava na inclusão, não apenas das crianças, mas especialmente das mães.
Veja aqui matéria do site
Leia aqui (https://www.palcoalternativo.com.br/2018/01/12/bailindie-da-saudade-onde-os-indies-velhos-e-os-novos-se-encontram/) matéria do site Palco Alternativo